sexta-feira, 20 de maio de 2011

Fragmentos de obras de Nietzsche


O verme pisado encolhe-se. Atitude inteligente. Com isso reduz a probabilidade de ser pisado de novo. Na linguagem da moral: humildade." (Friedrich Nietzsche, "Crepúsculo dos ídolos, ou como se filosofa à marteladas", Lisboa, Guimarães Editores, Lda, 1985, pág. 16)

Pandora trouxe o vaso que continha os males e o abriu. Era o presente dos deuses aos homens, exteriormente um presente belo e sedutor, denominado "vaso da felicidade". E todos os males, seres vivos alados, escaparam voando: desde então vagueiam e prejudicam os homens dia e noite. Um único mal ainda não saíra do recipiente: então, seguindo a vontade de Zeus, Pandora repôs a tampa, e ele permaneceu dentro. O homem tem agora para sempre o vaso da felicidade, e pensa maravilhas do tesouro que nele possui; este se acha à sua disposição: ele o abre quando quer; pois não sabe que Pandora lhe trouxe o recipiente dos males, e para ele o mal que restou é o maior dos bens - é a esperança. - Zeus quis que os homens, por mais torturados que fossem pelos outros males, não rejeitassem a vida, mas continuassem a se deixar torturar. Para isso lhes deu a esperança: ela é na verdade o pior dos males, pois prolonga o suplício dos homens. (Friedrich Nietzsche, "Humano, demasiado humano", Cia de Letras, p. 63, aforismo 71, ano 2001, São Paulo)
Onde um homem chega à convicção fundamental de que é preciso que mandem nele, ele se torna "crente"; inversamente seria pensável um prazer e uma força de autodeterminação, uma liberdade de vontade, em que um espírito se despede de toda crença, de todo desejo de certeza, exercitado, como ele está, em poder manter-se sobre leves cordas e possibilidades, e mesmo diante de abismos dançar ainda. Um tal espírito seria o espírito livre "par excellence" ("A Gaia Ciência", quinto livro, parágrafo 347)

Vou reduzir a fórmula um princípio. Todo o naturalismo em moral, quero dizer, toda a moral está regida por um instinto da vida, - um mandamento qualquer da vida é cumprido com um certo cânone de "deves" e "não deves", um obstáculo e uma inimizade qualquer no caminho da vida ficam com isso eliminados. A moral contranatural, ou seja, quase toda a, moral, até agora ensinada, venerada e pregada, dirige-se, pelo contrário, precisamente contra os instintos da vida - é uma condenação, por vezes encoberta, por vezes ruidosa e insolente, desses instintos. Ao dizer "Deus lê nos corações", a moral diz não aos apetites mais baixos e mais altos da vida e considera Deus inimigo da vida... O santo para quem Deus tem a sua complacência é o castrado ideal... A vida acaba onde começa o reino de Deus"...
(Friedrich Nietzsche, "Crepúsculo dos ídolos, ou como se filosofa à marteladas", Lisboa, Guimarães Editores, Lda, 1985)
 fonte:cefetsp.br

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A liberdade segundo Sartre

                           
                                Sartre e a Liberdade *

O Existencialismo que Sartre representa, defende que se Deus não existe, e assim sendo, há pelo menos um ser no qual a existência precede a essência, um ser que existe antes de poder ser definido por qualquer conceito. Este ser é o homem, e está condenado a ser livre. O homem antes de existir não é nada, somente depois que ele encontra a si mesmo é que ele surge no mundo, para então se definir, ou seja, ser aquilo que ele fizer de si mesmo.

1. "O homem está condenado à liberdade"

Essa é a máxima que marca a idéia sartriana de liberdade. Diferentemente do conceito renascentista e iluminista, para Sartre a liberdade é uma condição da existência humana e não um mérito ou um estado.A liberdade consiste em que não há nenhum dado anterior a nossa existência ou posterior, pautado em valores pré-estabelecidos capazes de nos isentar da responsabilidade por nossas escolhas. A liberdade sartriana é sinônimo de responsabilidade.
Somos os únicos responsáveis pelos nossos atos e escolhas.O filósofo existencialista afirma, a exemplo de Nietzsche, que "Deus está morto", o que faz lembrar a obra de Dostoievski, Os Irmãos Karamazov, que diz que "se Deus está morto então tudo é permitido". Para Sartre, fazer tal afirmação, sem considerar o aspecto da responsabilidade, pode banalizar a idéia de liberdade. A questão não é simplesmente negar a existência de Deus, mais afirmar a existência do homem como único ser do qual nenhum conceito pode ser feito antes da existência. Mesmo tudo sendo permitido, o homem é responsável pelas suas escolhas e cada ato individual afeta a toda a humanidade.
Sartre afirma também que a consciência dessa condenação à liberdade leva à angústia, e faz com que o homem, enquanto projeto de si mesmo, realize-se como tal. O que acontece contrariamente ao homem alienado, pois este, não tendo consciência da própria liberdade, não se angustiará diante da vida, e não poderá realizar-se como um ser em si mesmo, logo não poderá definir-se de maneira autêntica.

2. "O inferno são os outros"

Para Sartre negar a liberdade é morrer em vida. É não existir originalmente. É abrir mão de ser a si mesmo plenamente. Sendo assim, se queremos viver plenamente, ou seja, se queremos dar sentido a nossa existência, só podemos querer a liberdade que nos já é dada arcando com as implicações necessárias.
A existência, no seu processo dialético entre liberdade e alteridade, nos traz a seguinte reflexão: se todos somos livres, isso quer dizer que tanto eu como os outros estamos igualmente condenados, porém EU, só posso dar conta da minha liberdade, mesmo essa refletindo diretamente numa coexistência.Enfim, a liberdade não é apenas uma implicação subjetiva, mas também está sob o julgo do olhar do outro.
Assim, Sartre, na peça Entre Quatro Paredes mostra a importância de todos os outros para cada individuo. O autor, procura deixar claro que, uma relação ruim com os outros pode fazer com que tenhamos uma "má idéia" sobre nós mesmos (o que implica à má-fé) e que é muito importante manter relações interpessoais autênticas no compartilhamento da nossa liberdade.

3. Liberdade e Contingência

O aspecto contingente da existência é algo que interfere nas nossas escolhas sem restringir a nossa liberdade. De maneira que, são as limitações impostas pelos acasos que tornam essa liberdade possível. Pois, se fossemos capazes de realizar instantaneamente tudo o que quiséssemos sem limitações, não estaríamos no mundo real, mas em sonhos.
Para Sartre, é nesse mundo, contingente, limitado e ‘abandonado’ que existindo como projeto de si, estamos livres para fazer as escolhas que serão o caminho para a nossa definição.
fonte:  afilopoesia.blogspot.com
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terça-feira, 19 de abril de 2011

Niilismo parte 2


Para reduzir o homem a nada, e compreender que isso demonstra o niilismo existencial, temos de apreender o vazio objetivo da existência, sendo óbvio que, na condição de sujeitos, só podemos fazê-lo subjetivamente. O problema é que, no processo demonstrar que a existência é vazia, somos o próprio vazio que estamos tentando apontar — tentamos explicar que nós próprios não temos explicação, que vivemos dentro do universo que o niilismo destrói. Parece paradoxal, mas não é. Bastará que consigamos entender nós próprios como um fato, e o niilismo se tornará praticamente uma obviedade. Só então perceberemos que o niilismo não é, como a princípio pode parecer, uma postura extremada, envolvendo algum tipo de revolta, mas apenas uma visão honesta e sensata da realidade, uma visão tornada possível em grande parte devido às descobertas científicas modernas. Com algumas definições e explicações simples, podemos chegar a uma noção razoável da ótica apresentada pelo niilismo existencial. Como o argumento é um pouco longo, vamos por partes. Façamos algumas observações preliminares sobre por que o niilismo nos parece algo tão incômodo.
Muitos, por preconceito, têm medo do vazio da existência, mas esse medo, em si mesmo, é algo completamente sem sentido, pois equivale a temer aquilo que não existe; o vazio não é uma ameaça positiva. Senão, vejamos: Não existe vida em Vênus. Alguém se sente aterrorizado diante dessa afirmação? Dificilmente. Não existem bancos em Marte. Alguém empalidece diante disso? Também não. Suponhamos, entretanto, que durante todas as nossas vidas houvéssemos trabalhado arduamente, acreditando que todo o nosso esforço seria convertido em dinheiro num banco em Marte. Agora sim nós nos sentiríamos ameaçados pela afirmação de que nesse planeta não há, nunca houve banco algum, pois vivíamos em função disso, acreditávamos nesse suposto dinheiro marciano como aquilo que dava sentido às nossas vidas. Portanto, o que nos aterroriza não é o vazio da existência, ou o vazio de bancos interplanetários; o que nos enche de medo é a possibilidade de descobrir que estávamos completamente equivocados em nossas crenças a respeito da realidade. Seria esmagadora a consciência de havermos dado grande importância, de havermos dedicado nossas vidas inteiras a algo que simplesmente não existe. É por isso que estremecemos diante da afirmação de que a existência não tem sentido, embora essa afirmação seja tão segura quanto a de que não há dinheiro noutros planetas do sistema solar.
fonte: ateus.net

sábado, 9 de abril de 2011

Niilismo parte I


O niilismo pode ser definido como a implosão da subjetividade. Não se trata, entretanto, de algo difícil de ser definido, mas de ser apreendido. Por ser uma noção bastante ampla e abstrata, existe muita confusão em torno dela. Vejamos alguns dos principais motivos disso. Primeiro, o niilismo é vago em si mesmo, pois vem de nihil, que significa nada. A palavra niilismo, que poderia ser traduzida como nadismo, de imediato, não nos dá qualquer ideia do que se trata. Segundo, o niilismo não possui qualquer conteúdo positivo. Por se tratar de uma postura negativa, só conseguiremos entendê-la depois que tivermos consciência do que ela nega, e por isso a compreensão do niilismo envolve muitos outros conceitos; ele só se tornará visível depois que esboçarmos seu contexto. Por fim, o niilismo também não recebeu, historicamente, um emprego consistente, sendo que cada pensador ou movimento o interpretou de modo bastante particular, quase sempre com um pano de fundo ideológico, na tentativa míope de justificar um niilismo ativo e militante.
Em geral, vemos o niilismo associado a outras ideias, denotando seu vazio inerente. Por exemplo, niilismo político seria mais ou menos equivalente ao anarquismo, repudiando a crença de que este ou aquele sistema político nos conduziria ao progresso, o qual não passaria de um sonho mentiroso; o niilismo moral equivaleria à negação da existência de referenciais morais objetivos, ou seja, de valores bons ou maus em si mesmos; o niilismo epistemológico, à afirmação de que nada pode ser conhecido ou comunicado. Portanto, vemos que associar qualquer noção ao niilismo não é exatamente um elogio, mas algo como colocar ao seu lado uma placa dizendo: aqui não há nada, principalmente nada do que se acredita haver.
O niilismo, todavia, não é só um termo que justapomos a qualquer ideia que nos desagrade a fim de desmerecê-la. Seu poder de apontar o vazio das coisas não pode ser usado como uma arma, pois, quando se dispara o tiro de nada, automaticamente deixa de existir a arma, e a coisa toda vira um nonsense. O niilismo é um processo radical de crítica que não pode ser usado parcialmente. Não podemos, por exemplo, usar o niilismo moral para refutar valores específicos, com os quais não simpatizamos, imaginando que os nossos próprios valores sobreviveriam à crítica. Quando afirmamos que a moral não existe, isso implica que não existem quaisquer valores, sejam os nossos valores, sejam os de nossos oponentes. Com o niilismo moral, toda a moral é reduzida a nada, inclusive a nossa. A redução da moral a nada, como vemos, está respaldada não na gramática, mas na suposição de que a moral é vazia em si mesma, de que ela não tem fundamentos reais e objetivos. Não se trata de simpatizarmos ou não com a moral, mas da constatação segundo a qual ela é um sonho, uma fantasmagoria inventada por nós próprios, não sendo leis morais mais relevantes que leis de trânsito.
Nós, entretanto, nos ocuparemos principalmente do niilismo existencial, ou seja, a postura segundo a qual a existência, em si mesma, não tem qualquer fundamento, valor, sentido ou finalidade. Segundo o niilismo existencial, tudo o que existe carece de propósito, inclusive a vida. Todas as ações, todos os sentimentos, todos os fatos são vazios em si mesmos, desprovidos de qualquer significado. Nessa ótica, viver é algo tão sem sentido quanto morrer, e estamos aqui pelo mesmo motivo que as pedras: nenhum. Essa parece ser a categoria mais fundamental de niilismo, em relação à qual os demais tipos tomam o aspecto de casos particulares. Os niilismos moral e político, por exemplo, podem ser deduzidos do niilismo existencial — pois, se a própria existência não tem valor, isso implica que nada tem valor, inclusive valores morais, inclusive o progresso.
O único modo de compreender o niilismo existencial é através da reflexão. O vazio da existência nunca poderia ser demonstrado através da prática, ou apreendido por meio da experiência imediata. Se, por exemplo, reduzíssemos nosso planeta a nada com bomba nuclear, isso não demonstraria coisa alguma. A visão desse planeta despedaçado também não provaria nada. Tal postura destrutiva prática não faz o menor sentido, pois equivale a tentar refutar um livro queimando-o. O niilismo existencial se demonstra quando reduzimos o homem a nada, e para isso basta possuir algum talento intelectual aliado à honestidade, pois o esvaziamento da existência é a mera consequência de a entendermos. Não precisamos degolar a humanidade inteira para provar que a vida carece de sentido.
fonte:ateus. net

quarta-feira, 30 de março de 2011

Morrer é ridículo por Pedro Bial


                                              Morrer é ridículo
                                                                                              
  A morte, por si só, é uma piada pronta.
Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre.
Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente? Não sei de onde tiraram esta idéia: MORRER!!! A troco?
Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...
De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis.
Qual é?
         Morrer é um chiste.
Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida.
Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas.
Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.
Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu.
Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer.
Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã!
Isso é para ser levado a sério? Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas.
Ok, hora de descansar em paz.
Mas antes de viver tudo? Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero.
E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça.
Por isso viva tudo que há para viver.
Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da Vida... Perdoe... Sempre!!!
Adiar... Adiar... Adiar... será sempre o melhor dos caminhos?
                                                                                         Pedro Bial         

terça-feira, 29 de março de 2011

Terceira do Plural - Engenheiros do Hawaii Acústico MTV

3ª do Plural

3ª Do Plural                          Engenheiros do Hawaii
 

Corrida pra vender cigarro
cigarro pra vender remédio
remédio pra curar a tosse
tossir, cuspir, jogar pra fora
corrida pra vender os carros
pneu, cerveja e gasolina
cabeça pra usar boné
e professar a fé de quem patrocina

Eles querem te vender, eles querem te comprar
querem te matar, de rir ... Querem te fazer chorar
quem são eles?
quem eles pensam que são?

Corrida contra o relógio
silicone contra a gravidade
dedo no gatilho, velocidade
quem mente antes diz a verdade
satisfação garantida
obsolescência programada
eles ganham a corrida antes mesmo da largada

Eles querem te vender, eles querem te comprar
querem te matar, à sede...eles querem te sedar
quem são eles?
quem eles pensam que são?

Vender... Comprar... Vedar os olhos
jogar a rede contra a parede
querem te deixar com sede
não querem nos deixar pensar
quem são eles?

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A liberdade segundo Jean Paul Sartre


                                

                                           A liberdade  numa visão sartreana

Não obstante esta pequena síntese do conceito sartreano de liberdade, retomemos, então alguns pontos:
a liberdade é a condição da existência humana, ou seja, o homem é incondicionalmente livre. Assim, podemos escolher livremente o que fazer. O que pode acontecer a esta liberdade é limitá-la pelo medo, ou seja, abdico de certas escolhas pelo medo de repressão religiosa, moral ou jurídica, mas a liberdade está presente e, sobrepondo-se ao medo, posso agir da forma como desejar;
Nas ações livres do homem não existem valores morais de regência, ou seja, é em cada situação histórica e concreta que o sujeito da ação deverá escolher seus valores e responder por eles;
Nas ações livres dos homens,  o outro aparece como um Mal por impor limites à minha ação e um Bem por constituir-se num meio para meus fins. Dessa forma, afirmar a liberdade implica na sobreposição ao outro, transformando-o num objeto da minha liberdade.
Dadas algumas das premissas do conceito sartreano de liberdade, podemos levantar algumas questões. Não estaria, exatamente, neste ideal de liberdade absoluta o cerne de certas violências em nossa sociedade? Não existe violência, entre outros motivos e para além das questões sociológicas, pelo fato de o homem ser incondicionalmente livre para agir, tendo que, talvez, responder pelas suas escolhas?  Não existe violência pelo fato de o homem relativizar a sua existência aos valores, eliminando os valores universais como o respeito ao outro, o amor a vida?  Não existe violência pelo fato de, quotidianamente, fazermos do outro um meio para o enriquecimento, por exemplo?
 BIBLIOGRAFIA
ALMEIDA, Fernando José. Sartre: é proibido proibir. São Paulo: FDT, 1998.
GILES, Thomas Ransom. História do existencialismo e da fenomenologia, São Paulo: EPU, 1989.
GIORDANI, Mário Curtis. Iniciação ao existencialismo. Petrópolis: Vozes, 1997.
LIMA, Walter, M. Liberdade e dialética em J. P. Sartre.  Maceió: EDUFAL,  1998.
MACANN, Christopher. Four fhenomenological pholosophers: Husserl, Heidegger, Sartre, Meleau-Ponty. London: Routledge. 1995
MÉSZÁROS, István. A obra de Sartre: busca da liberdade. São Paulo: Ensaio, 1991.
MOUTINHO, Luiz D. Sartre: existência e liberdade.  São Paulo: Moderna, 1995.
OLSON, Robert G. Introdução ao existencialismo. São Paulo: Brasiliense, 1970.
PERDIGÃO, Paulo. Existência e liberdade. Uma introdução à filosofia de Sartre. Porto Alegre: L&PM, 1995.



quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A TEVÊ NOSSA DE CADA DIA Por Allan


                                                      


                                                    A tevê nossa de cada dia

A televisão brasileira continua um "lixo". Afora os programas de comédia e alguns filmes, de um modo geral, se observa uma verdadeira exibição de temas  e personagens que contribuem para o emburrecimento  das pessoas. O povo brasileiro engole programação entediante e  repetitiva.
Um exemplo clássico da falta de senso e respeito ao telespectador é o "Big Brother".A Globo consegue se superar ao exibir asneiras,babaquices e apelo sexual da pior qualidade.O "reality show" chega a ter uma boa audiência porque desperta o lado mais obscuro e nefasto do ser humano.Assistir a tal porcaria apresentada pelo pseudojornalista Pedro Bial é assinar um atestado de  imbecilidade.Outro programa que torna ainda mais asno o brasileiro é  o Dr Hollywood exibido pela Rede Tv. O mais bizarro;a figura do Dr Ray, misto de cirurgião-plástico e garoto- propaganda de cinta liga para mulheres  do povão que não podem fazer plástica. Sem contar que ,na mesma emissora ,  há um programa da Sônia Abrãao de uma morbidez sem escrúpulos explorando a morte. E se você põe  na Rede  Bandeirantes vê o chamado “mundo  cão” do Cidade Alerta  do Datena noticiando o crime de forma enfadonha e sensacionalista, pouco inteligente.Vai que numa “bela” segunda-feira, você dúvida  que o tédio pode aumentar e chegar a níveis alarmantes, e resolve assistir à Tela Quente da Globo com seus  filmes, na sua maioria norte-americanos e de ação, mostrando cenas com tamanha dosagem de violência e banalização da vida humana a tal ponto de chocar o pior detento de Bangu 1.
Creio até na existência de um plano sádico e tétrico engendrado pelos produtores de tevê com anuência dos donos das emissoras( capitalistas inescrupulosos e porcinos) para tornar cada vez mais o povo alienado , enfim , alheio a sua própria liberdade de escolha.Amém
                                                                          Allan  Pimentel
                                                                                                                                                

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A amizade nas escolas (O Epicurismo)


                                                        


                                     Amizade nas escolas
Um dos valores defendidos pelos epicuristas é a amizade. O sábio, compreendido somente por outro sábio, vive melhor longe da multidão e da confusão da cidade, mas nem por isso deve seguir solitário: Epicuro considerava a amizade uma grande felicidade e repreendia os que pretendiam passar a vida sem ela. Aliás, a própria escola, fundada em 306 a.C., era um espaço de convivência entre amigos. “Na Grécia Antiga, as escolas eram bem diferentes das de hoje”, explica Marco Zingano, professor do departamento de Filosofia da USP. “Lá, as pessoas viviam, dormiam, conversavam. Era um verdadeiro espaço de convivência.” Diferentemente de outras escolas, como o Pórtico, dos estóicos, a de Epicuro ficava em um lugar afastado na cidade, funcionando como um calmo retiro, como convinha aos ensinamentos da doutrina. Como a escola situava-se em um grande jardim, os discípulos, na época, ficaram conhecidos como “Filósofos do Jardim”.