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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Filosofia da Existência:Medo e Angústia


Filosofia da existência: Heidegger, medo e angústia


 Qual o sentido da vida? É difícil encontrar uma pessoa que, pelo menos uma vez, já não fez essa pergunta. Ela revela algo importante sobre nós, seres humanos. Primeiro, que temos consciência de estar vivos e de que vamos morrer algum dia. Segundo, que isso deve ter algum sentido, ou seja, um sentido propriamente humano.

Biologicamente, o sentido da vida é passar os genes para frente: vivemos enquanto indivíduos para garantir a continuidade da espécie como um todo. Mas esse sentido biológico não nos satisfaz. Imaginamos que possa haver algo além da satisfação de nossas necessidades vitais. Pois a satisfação das necessidades é um meio para nos mantermos vivos não a finalidade ou sentido da vida.

Como disse o filósofo Heráclito de Éfeso (540 - 470 a.C.) "se a felicidade estivesse nos prazeres do corpo, diríamos felizes os bois, quando encontram ervilhas para comer". Os bois vivem o momento, para eles não existe um passado nem um futuro, pois para ter passado e futuro é preciso haver um sentido.

 
A morte
Podemos igualmente viver como bois ou atribuir um sentido para existência. Isto é, pensá-la como um projeto, com uma parte por realizar que é condicionada pelo que já se fez e pelo nosso ser-no-mundo, nossa situação concreta. A dimensão do tempo só aparece quando percebo a minha finitude, que eu sou um ser-para-morte. Saber que se vai morrer é o que desperta a questão do sentido, pois se vamos morrer, que sentido tem estar vivo?

A morte pode despertar em nós dois sentimentos distintos: o medo e a angústia. O medo nos faz não pensar na morte, não nos enfrentarmos com o problema, adiá-lo, esquecê-lo. Mergulhamos em ocupações, em falações, até conversamos sobre a morte de outros, mas não da nossa.

Segundo o filósofo
Martin Heidegger (1889-1976), o medo nos convida a viver na impropriedade, não atribuímos sentido, deixamos que os outros e as circunstâncias o atribuam, nos alienamos de nós mesmos, vivemos sempre correndo, com nossas agendas cheias de distrações que nos ocupam. Vivemos num sentido impróprio que não aponta em direção alguma, como uma finalidade sem fim.( HEIDEGGER CHAMA ISSO DE MÁ-FÉ)

A angústia
Por que nos esforçamos por ser belos, ter dinheiro, possuir coisas? Claro, tudo isso pode fazer sentido, mas como meio, não como fim em si mesmo. Na verdade, são na maioria dos casos "sentidos emprestados", na falta de um sentido que seja próprio.

Se o medo da morte me lança na impropriedade, a angústia produz o efeito contrário, ela abre a inospitalidade do mundo, para sensação de "ficar sem chão". A angústia me revela uma compreensão do meu morrer, que sou singular. Percebo que não posso escapar da convocação que a angústia me faz de viver na propriedade. Ou seja, a possibilidade de ser eu mesmo.
Meu próprio tempo
Sou um tempo que se esgota e só tenho essa existência para ser quem sou. Percebo que sou o meu próprio tempo, não o tempo dos relógios, sempre regular e homogêneo. Mas um tempo finito em que o presente só faz sentido em relação a um futuro, a um projetar-se que me revela como realizador de minha própria história, que realiza um sentido que eu mesmo escolhi como minha marca pessoal na história da humanidade.

Heidegger não estabelece um juízo de valor de que seria melhor viver na autenticidade do que na impropriedade. Ambas são possibilidades de ser. Em qualquer momento da vida posso passar de uma a outra e vice-versa. Posso eleger um dos sentidos já prontos ou construir o meu. A vida em si não tem sentido, somos nós que atribuímos um sentido para ela.


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Varal dos Sonhos (poesia) de Carlos Eduardo


                                                        Varal dos Sonhos





A saudade é devastadora
Quando enxágua a feição
E as palavras;
De molho, então,
Ficaram as vontades.
No varal dos sonhos
Enxugam-se as mágoas
E se maquiam os ciúmes
As cores se sentindo
Um tanto arrependidas
põem-se a secar
É quando secam , também,
Os carinhos que vão pela tábua do tempo
a passar.
Logo, os sentimentos
São dobrados
E os momentos
bem  guardados
para  serem,
de  tempo em tempo,
cuidadosamente   lembrados.
                                          Carlos Eduardo de   Oliveira  Andrade (Duda)

Fonte: WWW.recantodasletras.com.br/poesiasdesaudade.

sábado, 15 de dezembro de 2012

A Morte (poesia) por Clécio Abreu




                                    Morte



“Emaranhado nas lembranças,
Lágrima afogada pela dor.
Triste sorriso na noite,
Ofusca o brilho das estrelas.
Minha alma rasgada,
Chacina meu corpo.
Pés que vagam no deserto,
Cansado, deito.
Fecho os olhos,
Sossego.”

                            Clécio Abreu






segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Não tarda nada sermos...






 Não Tarda Nada Sermos Breve o dia, breve o ano, breve tudo.
Não tarda nada sermos.
Isto, pensado, me de a mente absorve
Todos mais pensamentos.
O mesmo breve ser da mágoa pesa-me,
Que, inda que mágoa, é vida.

Ricardo Reis, in "Odes"
Heterónimo de Fernando Pessoa

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A Menina dos Fósforos de Hans Christian Andersen

                                               
                                     

                                             A Menina dos Fósforos        

Fazia um frio terrível. Nevava, e a noite aproximava-se rapidamente. Era o último dia de Dezembro, véspera de Ano Novo.Apesar do frio intenso e da escuridão, andava pelas ruas uma menina descalça e com a cabeça descoberta.
Ao sair de casa ainda trazia umas chinelas, mas que não lhe serviram de muito. Eram enormes, tão grandes que decerto pertenciam à mãe e a pobre menina tinha-as perdido ao atravessar a rua correndo, para fugir de duas carruagens que rolavam velozmente. Estava agora descalça e tinha os pés roxos de frio. Dentro de um velho avental tinha muitos fósforos e segurava um punhado deles.
Ninguém lhe comprara fósforos durante o dia e nem sequer lhe tinham dado uma esmola. Morta de frio e de fome, arrastava-se pelas ruas. A pobre criança era a imagem da miséria. Caíam-lhe flocos de neve sobre os cabelos louros muito compridos.
 As janelas das casas estavam todas iluminadas. Pelas ruas, espalhava-se o cheiro reconfortante de gansos assados, pois era véspera de Ano Novo.

A menina acocorou-se no ângulo formado pelos muros de duas casas. Encolhera as pernas e sentara-se em cima delas, mas continuava a ter frio. Não ousava voltar para casa porque não vendera nem um fósforo e não tinha sequer uma moeda para entregar ao pai. Temia que este lhe desse uma sova. Além disso, em casa fazia quase tanto frio como na rua, porque tinham apenas o telhado para os cobrir. Apesar de terem tapado com palha e trapos todas as frestas, o vento gelado penetrava incessantemente.
Tinha as mãos quase geladas pelo frio. Ah! Talvez a chama de um fósforo a pudesse aquecer um pouco. Oh! Um fósforo, apenas um! Esfregou o fósforo na parede e protegeu com uma das mãos a chamazinha viva. Que brilho magnífico! Pareceu-lhe que a chama era uma braseira de cobre acesa, irradiando um calor reconfortante. A rapariguinha estendeu os pés para os aquecer mas, subitamente, o fósforo apagou-se, a maravilhosa braseira desapareceu e a criança ficou apenas com um fósforo meio consumido entre os dedos.
Pegou noutro e acendeu-o. O brilho era tal que tornava o muro de um dos prédios tão transparente como vidro. A criança viu então uma sumptuosa sala de jantar, no centro da qual estava posta uma mesa coberta com uma toalha tão branca como a neve. Sobre ela havia copos de cristal, pratas e finíssimas porcelanas, reflectindo milhares de luzes. Numa travessa estava um ganso recheado com ameixas secas e maçãs fumegantes. Um cheiro delicioso espalhava-se pelo ar. De súbito, o ganso, apesar do garfo e da faca que tinha espetados no dorso, saltou do prato e dirigiu-se, bamboleando-se, para junto dela.
De repente, o fósforo apagou-se e a menina via, agora, o espesso muro do prédio.Riscou outro fósforo e viu-se sentada junto de uma árvore de Natal magnífica, ainda maior e mais bela do que a que vira no Natal anterior, através da porta de vidro da casa de um rico comerciante. Uma infinidade de bolas coloridas reflectia os milhares de velas que ardiam por entre a ramagem. Dos ramos mais baixos pendiam, em fios de prata, laranjas e frutas cristalizadas.
 A menina estendeu os braços para tanta maravilha, mas o fósforo apagou-se e todas as velas da árvore subiram para o céu, transformando-se em estrelas.

Uma delas caiu, deixando um longo rasto luminoso. «Morreu alguém», pensou a criança.
 A avó, a única pessoa que lhe dera afecto e que já tinha morrido, dissera-lhe um dia:
 - Sempre que cai uma estrela, uma alma entra no Paraíso.
 A menina riscou outro fósforo na parede. Viu, então, à luz da chama, o rosto meigo da avozinha.
 - Avó, leva-me contigo. Sei que vais desaparecer, quando se extinguir o fósforo. Desaparecerás como a braseira, o ganso recheado e a grande árvore de Natal - disse a criança.

Pôs-se a acender todos os fósforos que restavam na caixa, para conservar junto de si a imagem da avozinha. Os fósforos davam uma chama tão clara que parecia dia. Nunca a avó fora tão bela e tão grande como naquela noite.
 A bondosa senhora pegou na criança entre os braços e ambas se elevaram no espaço, envolvidas por uma luz extraordinária. Subiram alto, muito alto, até onde deixa de existir o frio, a fome e o medo.
 E, quando chegou a madrugada, encontraram a criança estendida no chão, com as faces rosadas e um sorriso nos lábios. Estava morta. Tinha morrido de frio, na última noite daquele ano.
 O Sol do dia do Ano Novo ergueu-se sobre o corpo frágil e abandonado na neve. O avental da criança continha ainda alguns fósforos, mas perto do corpo encontrava-se um pacote de caixas vazias. No entanto, ninguém podia supor as esplêndidas coisas que a menina tinha visto, nem sequer a emoção que sentira ao ser levada pela bondosa avozinha, no dia em que o novo ano principiava.


segunda-feira, 2 de julho de 2012

SOUTH PARK E A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

South Park e a questão da inteligência artificial...




O episódio de South Park desse Sábado foi muito interessante. Só vi o fim mas acho que por algum motivo escuso o Cartman se disfarçou de Robô. Ele foi descoberto após peidar. Afinal, seria possível a criação de criaturas artificiais, cérebros de Silício, que peidem?
Lembrei das intermináveis discussões sobre a Inteligência Artificial nas aulas de filosofia da mente, no mestrado de Metafísica. A idéia parece ser a de que a consciência é uma função do cérebro, ou melhor, um modo de organização de determinadas funções cerebrais, de maneira que, se você reproduz a organização da função em outros meios, como por exemplo, numa rede de chips de Silício, poderia reproduzir a consciência.
Essa é a hipótese da tal metáfora Hardware / Software. O Hardware seria o cérebro e o Software a consciência. Os críticos afirmam que isso cria um dualismo mente/cérebro semelhante ao dualismo mente/corpo cartesiano.
Outra frente de combate a Inteligência Artificial é a idéia de que a consciência é uma função biológica (e não meramente organizacional) de determinados meios materiais formados apenas a base de CHON (Carbono, Hidrogênio, Oxigênio e Nitrogênio), ou seja, criaturas vivas de modo que, para se fazer um robô como o Cartman tentou imitar no episodio de South Park seria necessário produzir microchips a base de carbono e não de silício. Ou seja, criar um clone e não um andróide.
Agora apareceu mais um problema. Tem uma turma alegando que no caso humano as funções organizacionais de conexões entre neurônios interagem com o a estrutura material do cérebro, modificando a estrutura biológica do dito cujo.
Mas ainda tem o problema do peido.
Como imaginar que apenas a consciência define o homem? Também não somos animais que peidam? Não seria o pum um elemento também importante na constituição daquilo que chamamos Humano? Flatulo ergo sum.

Esta deve a próxima grande questão filosófica a ser respondida.
A próxima grande geração de criaturas artificiais necessitará flatular e não apenas vencer partidas de xadrez.

Tirinhas da Mafalda



   fonte: www.clubedamafalda,blogspot.com

quarta-feira, 13 de junho de 2012

O MIto da Caverna e o conhecimento que liberta...

O Mito da Caverna  é uma famosa alegoria filosófica que trata, em forma de diálogo, da dicotomia “realidade/aparência” – marcante na metafísica platônica. A metáfora criada pelo filósofo é parte constituinte do livro VI de “A República” (obra em que Platão nos leva a  refletir acerca dos princípios éticos, políticos, estéticos e jurídicos que seriam os pilares de  uma sociedade ideal). 
A dicotomia realidade/aparência – que também pode ser interpretada à luz de uma outra -senso comum/conhecimento filosófico -  vem sendo explorada, ao longo da história, por inúmeros autores, filósofos e estudiosos. Dentre as analogias mais modernas à alegoria de Platão, podemos citar o filme Matrix (Irmãos Wachowski, 1999) e as tirinhas de Maurício de Souza “As sombras da vida” (2002).


O senso comum é uma das formas de conhecimento primárias do ser humano. Através de nossas experiências e tradições,  buscamos elementos que expliquem a realidade. No entanto, é desejável que esta etapa seja superada, isto é, devemos buscar realizar a passagem gradativa do senso comum para um conhecimento mais racional, organizado e sistematizado, capaz de fornecer respostas cada vez mais elaboradas para os problemas cada vez mais complexos de nossa existência.
Quando nos acomodamos com as respostas prontas oferecidas pelo senso comum, alimentamos nossa ignorância e acabamos correndo o risco de sermos facilmente iludidos e de nos tornar vítimas daqueles que detêm o conhecimento e o utilizam como forma de submeter o outro. É o que acontece com as ideologias, que têm o poder de nos fazer aceitar mesmo falsas verdades que vão de encontro (contra) aos nossos próprios interesses.
·        Por outro lado, quando temos a coragem de “sair” da zona de conforto  representada pela caverna, com todas as suas sombras, isto é, com todas as percepções que fazemos da realidade, podemos nos sentir perplexos diante da constatação da nossa própria ignorância. Por isso, a busca pelo conhecimento é, antes de tudo, uma atitude corajosa, afinal, quantos já não foram julgados e condenados por aqueles que se negaram a sair de sua própria a caverna?
O desenvolvimento do pensamento crítico, proporcionado pela Filosofia, permite que adquiramos maior autonomia sobre as decisões e atitudes tão necessárias em nossa interação com o mundo em que vivemos. Torna-nos seres capazes de pensar por si próprios e não meros espectadores de um “programa de TV” que pode até ser bem produzido e cheio de efeitos especiais, mas que, no fundo, não passa de mera imitação da realidade, feita para iludir. 

domingo, 20 de maio de 2012

Quando, alguma vez, a liberdade irrompe numa alma humana , os deuses deixam de poder seja o que for contra esse homem.
Jean-Paul Sartre

sábado, 5 de maio de 2012

Chico Buarque, Mestre da Música Brasileira(MMB)







Ah, se já perdemos a noção da hora

Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir


Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios

Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir


Se nós, nas travessuras das noites eternas

Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir


Se entornaste a nossa sorte pelo chão

Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu


Como, se na desordem do armário embutido

Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu


Como, se nos amamos feito dois pagãos

Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair


Não, acho que estás só fazendo de conta

Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Poesia Erótica de Drummond

À meia-noite, pelo telefone
À meia-noite, pelo telefone,
conta-me que é fulva a mata do seu púbis.
Outras notícias
do corpo não quer dar, nem de seus gostos.
Fecha-se em copas:
"Se você não vem depressa até aqui
nem eu posso correr à sua casa,
que seria de mim até o amanhecer?"
Concordo, calo-me.

sábado, 5 de novembro de 2011

POESIAS DE ÁLVARES DE AZEVEDO, PERÍODO "MAL-DO-SÉCULO"

Seio de virgem (trecho)
FONTE: PRINCECRISTAL.BLOGSPOT 
0 que eu sonho noite e dia,
O que me dá poesia
E me torna a vida bela,
O que num brando roçar
Faz meu peito se agitar,
E o teu seio, donzela!

Oh! quem pintara o cetim
Desses limões de marfim,
Os leves cerúleos veios
Na brancura deslumbrante
E o tremido de teus seios?

Ouando os vejo, de paixão
Sinto pruridos na mão
De os apalpar e conter...
Sorriste do meu desejo?
Loucura! bastava um beijo
Para neles se morrer!

domingo, 30 de outubro de 2011

O homem autêntico

O que é solidão? 
"O filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976) afirma em 'Ser e Tempo' que estar só é a condição original de todo ser humano. Que cada um de nós é só no mundo. É como se o nascimento fosse uma espécie de lançamento da pessoa à sua própria sorte. Podemos nos conformar com isso ou não. Mas nos distinguimos uns dos outros pela maneira como lidamos com a solidão e com o sentimento de liberdade ou de abandono que dela decorre, dependendo do modo como interpretamos a origem de nossa existência. A partir daí podemos construir dois estilos de vida diferentes: o autêntico e o inautêntico."  
"O homem se torna autêntico quando aceita a solidão como o preço da sua própria liberdade. E se torna inautêntico quando interpreta a solidão como abandono, como uma espécie de desconsideração de Deus ou da vida em relação a ele. Desse modo não assume responsabilidade sobre as suas escolhas. Não aceita correr riscos para atingir seus objetivos, nem se sente responsável por sua existência, passando a buscar amparo e segurança nos outros. Com isso abre mão de sua própria existência, tornando-se um estranho para si mesmo, colocando-se a serviço dos outros e diluindo-se no impessoal. Permanece na vida sendo um coadjuvante em sua própria história. Você já pensou nisso?" 
"Sendo autêntico você assume a responsabilidade por todas as suas escolhas existenciais, aceita correr os riscos que forem necessários para atingir os seus objetivos, e passa a encontrar amparo e segurança em si mesmo. Com isso, apropria-se da existência, torna-se indivíduo, torna-se autônomo, torna-se dono da sua própria vida, dono da própria existência, torna-se senhor de si mesmo. Você se percebe sendo o senhor de si mesmo?"

domingo, 16 de outubro de 2011

SOUTH PARK

Criadores de South Park

South Park é o desenho mais badalado de todos os tempos. Com suas toneladas de piadas de humor negro, South Park já recebeu diversas e diversas críticas, porém por outro lado, os milhares de fãs aprovam o uso abusivo de piadas que satirizam a religiões, raças, atores, cantores, e tudo mais o que possa existir. Afinal, tudo não passa de uma piada, não é mesmo?
Mas quem são os criadores de South Park? Quem são as mentes que estão por trás de tanto sucesso de um desenho que mexeu com o mundo?
As pessoas por trás de South Park são: Trey Parker e Matt Stone.
Trey Parker (Randolph Severn “Trey” Parker III ) nasceu no dia 19 de outubro de 1969, no estado de Colorado nos Estados Unidos. Seu pai chama-se Randy Parker e sua mãe Sharon Parker, o que fez com que ele colocasse os nomes dos pais de Stan Marsh como Sharon e Randy. Ele é responsável por dublar algumas vozes de personagens do desenho south park como: Stan Marsh, Eric Cartman, Timmy, Mr. Hanley entre outros.
O outro criador de south park é Matt Stone (Matthew “Matt” Richard Stone) nascido em Houston – Texas nos Estados Unidos no dia 26 de maio de 1971. Ele é responsável por vozes como: Kenny, Kyle, Butters, Jesues entre outros.
 
 Como voces podem ver, os dois criadores são responsáveis por diversas vozes dos personagens de south park. Segue abaixo uma imagem de ambos os criadores de South Park.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Aula de Português ( Morfossintaxe) de Allan Pimentel

Tema da aula: Morfossintaxe de pronomes e verbos



                                                     Quadro morfossintático

              Morfologia
               
                            Sintaxe

Substantivo(pronome substantivo)

Sujeito, Objeto Direto, Objeto Indireto, Complemento Nominal, Agente da Passiva, Predicativo (função adjetiva)
Adjetivo

Predicativo do Sujeito ou do Objeto, Adjunto Adnominal
Núcleo do Predicado Nominal
Verbo de ligação, Conjunção e Preposição

Conectivos ( não representa função sintática)
Verbos de ação e fato

Núcleo do Predicado Verbal

Artigo, Numeral, Pronome adjetivo,Adjetivo , Locução Adjetiva e Oração Adjetiva



Adjunto Adnominal


Advérbio, Locução Adverbial e  Oração adverbial


Adjunto Adverbial

Obs:  As Interjeições  não possuem uma classificação sintática definida sendo classificadas, muitas vezes, de expressão denotativa.

Expressão  Denotativa-  Palavra ou termo que  denota um certo valor semântico.

Ex:  Até  a lua se escondeu de mim. /   Ela também irá  fazer o concurso.








                                                              Pronomes

Conceito- palavras variáveis que acompanham ( Adjunto) ou representam o nome( sujeito/ objeto)

Os pronomes podem ser substantivos e adjetivos.

Exemplos:

Meu coração tropical está coberto de neve... “   João Bosco  ( Pronome Adjetivo)

 O voto é seu. Não o venda por ninharias . ( Pronomes Substantivos)


Quanto  ao valor semântico-sintático, os pronomes podem se classificar como:

Pessoais  -  Referem-se às pessoas do discurso.

·         Pessoais caso reto( sujeito)-  Eu, tu, ele,ela/ nós, vós , eles, elas
·         Pessoais oblíquos ( objeto )-  me, mim, comigo/ te, ti, contigo/ o, a, se, si ,consigo, a ela, a ele,lhe/ nos, conosco, a nós/ vos,convosco, a vós/ os ,as, se, si, consigo, a eles, a elas, lhes .
·         De tratamento ( referem-se a segunda e terceira pessoas do discurso )

Obs: Geralmente estes pronomes funcionam como sujeito ou complementos verbais e nominal.

Ex:  Ela lutou na Guerra dos cem anos.               
                      Desobedecia a ela amiúde.
                      
Possessivos -  Indicam posse ( meu , vosso ,nossos, teus , sua, nossa) 
Demonstrativos- Indicam a posição dos seres e objetos numa relação temporal e espacial.
  (este, mesmo, aquilo, próprio, essa, isto, os)

 Ex:   Aquele livro  descreve o Sertão Nordestino.     /    Esta semana falarei sobre pronomes e verbos. /  Elas mesmas limparam o salão. / Não aceito  o que propõem.

Relativos-  representam o termo anterior ou antecedente ( que, o qual, cujo, quem, os quais, onde, quanto, ...)

 Ex:   Esta é a moça que admiro.        /   Sempre gostei desse poeta cujas poesias declamo até hoje.     /    “Minha terra tem palmares/onde gorjeia o mar.”





 Obs: o pronome relativo quanto( e sua flexões)  refere-se a pessoa ou coisa. Quando precedido de tudo, tanto, tem significado quantitativo indefinido.

Ex:  Você já disse tudo quanto desejavas? / Nenhum livro, de todos quantos tomei emprestado, se perdeu.

Interrogativos-  Empregados na formulação de uma pergunta, indagação.( qual , que, quanto, quem, onde)

Indefinidos-  Referem-se  a terceira pessoa do discurso, dando –lhe um sentido vago, impreciso. ( alguém, cada, tudo , nenhum, uns, ninguém, outros , várias)

Ex: “ Nada ficou em mim de um tempo extinto” /     Mais ações, menos palavras.

     Uns gostam de casca; outros , do caroço. /  Gosto de menos açúcar no café.


Apêndice:

  • Nenhum  / nem um

 Nenhum- generaliza a negação e  nem um- refere-se à unidade.
 Ex:  Não tenho nenhum livro e não abri nem um caderno.
  • Os pronomes  eu e tu  são sempre retos e classificam-se como sujeito ou predicativo do sujeito.

  • Para mim/ para eu-

  Ex: Este livro é para eu ler. ( emprega-se o pronome eu porque é sujeito do verbo, no infinitivo, ler.)

      Via de regra após a preposição , empregam-se os pronomes mim e ti em vez de eu e tu.

     Ex:  Ela trouxe um presente para mim. /  Eles falaram sobre você e mim.

Os pronomes oblíquos  o,a os, as quando precedidos de formas verbaIs  terminadas em r, s e z, assume a forma  lo, la, los e las.

Ex:   Ele  a quis muito. /  Qui-la muito.
        Ele Fez a prova às pressas/  Ele a fez às pressas/  Fê-la às pressas.





          
Os pronomes  o, a, os,as  sintaticamente podem ser:

 Objeto direto:
Ex: Sempre as admirei muito./   o ministro as convidou para o baile./  Ela  o encontrou na fazenda.

Sujeito de verbos no infinitivo numa oração  objetiva direta de verbos causativos( mandar, deixar e fazer) e sensitivos( ver, ouvir e sentir).

Ex: Mande-os entrar  /   O juiz mandou-os se afastarem do cargo./Faça-as  entrar/  O professor viu-as chegar.


O pronome lhe(S) , em análise sintática, pode tomar forma de:

Objeto indireto:
Ex: Ainda não lhes paguei / Isto não lhe convém.

Adjunto Adnominal:
Ex:  Tantas desilusões  tiraram-lhe  o sono.  ( lhe equivale ao pronome “seu”)

Complemento Nominal ( quando acompanha verbo de ligação):
Ex: Era- lhe incompatível aquela função.  / Parecia-lhe loucura aceitar certas regras sociais

Obs: Por vezes , os pronomes podem vir em forma de expressões que denominaremos locuções pronominais.
Ex:  Cada um sabe da dor e a delícia de ser o que é” /  Seja quem for o vencedor, receberá o prêmio./  Um ou outro participará do treino.

                                      Morfossintaxe de Verbos


Verbos

Conceito- palavras variáveis que espressam fato, ação, fenômeno natural, estado, enfim, processos.

Ação-  cantar, lecionar, refeltir, jogar, conhecer, parir, ver, amar, subir, levar, correr, pesquisar, andar, vir , ir, fazer.

Estado- ser, estar, andar, parecer, permanecer, tornar-se, virar, continuar, ficar.

Fenômeno e fato-  estar, chover, gear, relampejar, amanhecer, anoitecer, entardecer, fazer, haver.





Obs:

    O dia andou chuvoso    ( locução verbal que exprime fenômeno natural)

Locução verbal- é termo ou expressão que possui valor morfológico de verbo.
 
   LV = VA+  VP ( LOCUÇÃO VERBAL= V.AUXILIAR+ V. PRINCIPAL)

Ex:   Hei de obter êxito na prova do INSS.   /     O programa foi assistido por todos.

                      (VA  +     VP)

     O ensaio tinha sido adiado para a próxima semana.
                            VA     +  VP

Os verbos principais de uma locução podem estar numa das três formas nominais( gerúndio, particípio ou infinitivo impessoal)

Ex:     Nós ficamos conversando e perdemos a hora.
                                  ( Gerúndio)
           Meu amigo, vamos sofrer,
             Vamos beber,vamos ler o jornal...”   
               ( Infinitivo impessoal)   

                                                              Drummond

            Antes de tudo, havia sido ladrão de arte sacra.
                                                 (Particípio)


Tempos e modos verbais


Modo Verbal-   forma de o verbo enunciar um fato
                 
  • Indicativo- Exprime um fato real, certo:
Ex: Felipe estuda pela manhã e joga basquete à noite.

  • Subjuntivo- Exprime um fato possível, hipotético, duvidoso:

Ex: Talvez Felipe cante no coral da escola.



  • Imperativo- Expressa ordem, pedido, convite e súplica:
Ex: Estude com afinco que passarás.  /  Não matarás.( Não mates)
  • Formas nominais- O nome dado ao infinitivo, gerúndio e particípio, que, ao lado do seu valor verbal, desempenham a função de nomes.

Infinitivo- pode ter valor de substantivo ou advérbio:
Ex: O morrer nos cerca de bastante mistérios e especulações. ( A morte)
      O conhecer deve ser cultivado em todo momento do existir. ( conhecimento e existência)
     Ao anoitecer, iremos ao cabaré de madame Pequetita.
Particípio-  pode ter função adjetiva.
Ex:  Ele é um empresário sabido e ela, uma das mulheres mais amadas da cidade.
      
Gerúndio- pode ter valor de advérbio ou adjetivo:
Ex:  A água fervendo pode ser perigosa. ( fervente- adjetivo)
       Amanhecendo, vamos viajar para o Rio. ( Logo pela manhã- valor adverbial)


Relação entre  modo-tempo  e aspectos verbais


  • Presente do indicativo- pode indicar:

1)Habitualidade ou ação frequente-   A terra é um planeta/  O Homem é mortal. / A água ferve a 100 graus.

2) Presente Histórico-  Em 1939, Hitler e suas tropas invadem a Polônia.

3) Futuro próximo-  Rock and Rio, eu vou... /  Chego amanhã a Feira de Santana.

  • Pretérito- perfeito do indicativo -  indica :

1)Fato concluído no passado-  Realizaram grandes obras na Idade Antiga.

2) O pretérito- prefeito, quando na foram composta, dá-nos uma ideia de ação repetida-  Tenho ouvido muitos rumores de revolução lá pelas bandas do Araguaia

  • Futuro do presente-  Além de indicar o fururo certo, pode também:

1)      Expressar ideia aproximada-  Aquela jovem terá seus vinte anos.

2)      Ideia imperativa nas recomendações morais-  Não furtarás





  • Futuro do pretérito simples-  assinalar um fato que poderia se realizar ou é incerto.-  O professor leria  aquele livro caso  tivesse tempo.

  • Presente do subjuntivo-  pode indicar:

1)      Fato presente , porém duvidoso-
Fique calmo. Talvez ele chegue no próximo ônibus.

2)      Fato futuro, como vontade, desejo, promessa-  Louvemos a Deus e sejamos felizes.
             
                 
·         Pretérito imperfeito do subjuntivo-  indica  hipótese, uma condição
Ex:  Ficaríamos felizes se a chuva diminuísse.

·         Futuro do subjuntivo-  indica fato eventual,hipotético que pode ocorrer no momento futuro-
Ex: Quando ele chegar, avise-o  do ocorrido.


O modo imperativo pode expressar:

Ordem-  Levante-se e lute...
Pedido- Abaixe o tom de voz, por favor.
Convite- Venha conosco participar do evento beneficente.
 Súplica- “ Não nos deixeis cair em tentação...