sábado, 27 de março de 2010

Algumas palavras sábias... post: Allan


O rato e os livros
Quando eu estava internado na Casa de Saúde Dr. Eiras comecei a ter crises de pânico. Um dia, resolvi consultar o psiquiatra encarregado do meu caso:“Doutor, o medo me domina, me tira a alegria viver”.“Aqui no meu consultório tem um ratinho que come meus livros”, disse o médico. “Se eu ficar desesperado com este ratinho, ele se esconderá de mim, e não farei outra coisa na vida a não ser caçá-lo. Portanto, eu coloco os livros mais importantes num lugar seguro, e deixo que ele roa alguns outros”.“Desta maneira, ele continua um ratinho, e não se torna um monstro.Tenha medo de algumas coisas, e concentre todo o seu medo nelas – para que tenha coragem no resto”.


Destruindo e reconstruindo
Sou convidado a ir a Guncan-Gima, onde existe um templo zen-budista.Quando chego lá, fico surpreso: a belíssima estrutura está situada no meio de uma imensa floresta, mas com um gigantesco terreno baldio ao lado.Pergunto a razão daquele terreno, e o encarregado explica:É o local da próxima construção. A cada 20 anos, destruímos este templo que você está vendo, e o reconstruímos ao lado”.“Desta maneira, os monges carpinteiros, pedreiros e arquitetos, têm possibilidade de estar sempre exercendo suas habilidades, e ensiná-las – na prática aos seus aprendizes. Mostramos também que nada na vida é eterno – e até mesmo os templos estão num processo de constante aperfeiçoamento”


O guerreiro da luz
Os guerreiros da luz mantêm o brilho nos olhos. Estão no mundo que Deus lhes entregou, fazem parte da vida de outras pessoas, e começaram suas jornadas sem alforje e sem sandálias.Muitas vezes são covardes. Nem sempre agem certo.Os guerreiros da luz sofrem por coisas inúteis, tem atitudes mesquinhas, e às vezes se julgam incapazes de crescer.Frequentemente acreditam ser indignos de qualquer benção ou milagre.Os guerreiros da luz nem sempre têm certeza do que estão fazendo aqui. Muitas vezes passam noites em claro, achando que suas vidas não têm sentido.Por isso são guerreiros da luz. Porque erram. Porque se perguntam. Porque procuram uma razão – e com certeza vão encontrá-la.


Fonte: Globo notícias/ Paulo Coelho



segunda-feira, 22 de março de 2010

ato de escrever - parte 3 Allan Pimentel


O ato de escrever – parte 3                                             Allan Pimentel


“Escrever é brincar de Deus”, disse  uma vez o escritor Álvaro Cardoso Gomes. Se existe um comprometimento  grande na expressão falada imagina na escrita. Quem escreve profissionalmente sabe disso.O cuidado com as palavras que serão impressas é crucial e já gerou até perseguições , processos e morte.Colocar algumas frases e determinadas expressões que questionem um governo ou um status quo  já levou vários ao exílio e à tortura.
Contudo, os tempos são outros e por hora não se vê mais a beleza, a estética dos escritores de outrora. Muita gente escreve , mas a qualidade do que se escreve é deplorável.A partir do momento que auto-ajuda virou “literatura” a tendência do mercado é piorar.A orgia áudio-visual do momento presente, representada pela internet e, especialmente,pela tevê, vem causando uma onda de publicações superficiais e sem o estilo de antes. Isto se deve muito pelo fato de o objeto “livro” ter se tornado mais interessante do que as idéias nele contidas.Assim, esquece-se o foco e passa-se a ovacionar os detalhes, acabamento, tipo de loja em que é vendido, coisas banais deste gênero.
 Apesar de ainda existirem pessoas  escrevendo  algo que realmente importa, alguns não adquirem visibilidade porque editam seu livros numa editora pequena e não conseguem atingir um bom público ou até seu público-alvo.A ditadura das editoras ,ou seja, o canibalismo de dar preferência ao que vende mais independentemente do valor cultural do livro, somada ao nível do leitor brasileiro ;torna qualquer tentativa de escrever profissionalmente um ato hercúleo.
Enfim, quem quer ser escritor reconhecido é só colocar bobagens, futilidades no papel cheio de lugares-comum  e ,destarte ,vai” prosperar” no universo literário.



segunda-feira, 15 de março de 2010

"A vida mais doce é não pensar em nada."
Friedrich Nietzsche


 
"Quem luta com monstros deve velar porque, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti."
Friedrich Nietzsche

 Fonte:   http://www.pensador.info/nietzsche_frases/2/

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O ato de escrever- parte II Prof. Allan Pimentel

O ato de escrever- parte II               Prof.  Allan  Pimentel


A  construção de um texto em prosa deve ter, além da clareza, outro  elemento que é a coesão. Esta consiste na formulação de um vínculo entre os períodos de um parágrafo através de expressões , termos sintático-semânticos denominados conectivos. O inteligente emprego de conjunções, preposições e pronomes relativos(conectivos), por exemplo, pode conferir a uma composição elegância , estilo e impacto.
 Faz-se mister, assim, o domínio, por parte do redator, do universo teórico da gramática normativa, ou seja, aquela que estabelece regras do “bem” falar e escrever.No universo editorial  brasileiro, são confeccionadas muitas gramáticas com propostas interessantes em suas apresentações “conteudísticas “,embora o simples conhecimento  apenas da morfologia, sintaxe ou semântica não levará o indivíduo à excelência no glorioso mundo da escrita. Além do contato com  as tais normas, a leitura figura-se como outro ato alimentador, combustivo para o escrever. Ler adequadamente, compreendendo os enunciados de um texto, enriquece o vocabulário e  colabora para que se redija com substância.
O entendimento do lido , sua análise e a posterior atividade de “escrevedor” são processos contínuos e interdependentes. O que significa que para o cidadão  ser um bom escritor precisa ,antes de mais nada, ler , lucidamente  e com criticidade aguda, textos.
  O brasileiro,de um modo geral, não é um bom leitor. Em decorrência de  nosso sistema educacional falido e inautêntico, o povo, em sua maioria, amarga não possuir competência para elaborar oralmente ou  por escrito pensamentos, sensações, impressões sensatas. Essa distorção pode ser explicada numa perspectiva histórica.Se nos remontarmos à nossa colonização, veremos traços marcantes de uma verdadeira castração intelectual engendrada pelos portugueses( que ironia meu blog é sobre a língua desta gente). Só para vocês terem uma idéia, a Coroa portuguesa sempre proibiu a circulação de livros ,panfletos, e até mesmo a instalação de gráficas no país. A fase imperial foi   assinalada por uma censura rigorosa  da aquisição de meios de culturalizar o país formalmente. E  essa política excludente, segue até os dias atuais. O Estado, este Leviatã como bem descrevia Hobbes, dito democrático e republicano , mascara a deficiência da aprendizagem ,de um modo geral , e em específico o da capacidade de ler , interpretar e produzir um texto inteligível, ao publicar estatísticas  à respeito do aumento da quantidade de alunos no ensino básico  ou diminuição da evasão escolar. Tudo isso são meros números que vão ocultar a realidade da educação brasileira . Na verdade o que temos são analfabetos com diploma de ensino médio. Não sabem ler,quem dirá escrever alguma coisa que valha a pena.  O Brasil  está ,deste modo, jogando nas faculdades outros analfabetos, prostrados. O que se vê ,com essa onda de Eads e faculdades particulares, mediocridades , uma indústria de produção de diplomados alienados , em sua maior parte, incapazes de exercer habilmente as funções descritas nos seu diplomas.
 Imaginem  que geração é esta onde universitários discutem o programa “Big Brother” na sala de aula, Ou  leem revistas de mexericos , coisas do gênero...
Essa gente não aprende e não sabe nada. Elegem péssimos representantes e não possuem  “sumo mental”  para ter ideias próprias
     Enfim, no país do carnaval, futebol, mulata, Big Brother, mensalão, mídia sádica e vendida; não sobra muito para educação nem para se escrever algo que presta. Quase ninguém ler mais.
     Enfim, só resta agora  ao menos desnudar um pouco o rei....   
     Fui.          

   
  

         
           

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Fernando Pessoa, o poeta do ser...


"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"                


"Considerar a nossa maior angústia como um incidente sem importância, não só na vida do universo, mas da nossa mesma alma, é o princípio da sabedoria."
Fernando Pessoa
  Fonte : http://www.pensador.info/autor/Fernando_Pessoa/2/

Colaboração bem -- vinda


Alô,alô, rapaziada esperta  que acessa meu blog. Conto com a colaboração de vocês através de textos  próprios ou selecionados em fontes diversas sobre os  temas relacionados com nossa língua. Como todos sabem, o idioma é o instrumental para as várias  manifestações artísticas e culturais. Portanto,todo texto em língua vernácula será bem- vindo desde que não ofenda pessoas ou instituições.

                                                              Abraços a todos e obrigado pelas visitas.

                                                                                                         Allan Pimentel

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Mão para o alto! prof. Clécio Abreu


Mãos para o alto!

Essa frase ainda causa medo? Pavor?Cada dia mais essa sentença é corriqueira, banal, salvo quando a morte é a consequência. Mas isso não deveria ter acabado? Diminuído?
Ligo a TV, nela alguém me diz que somos a nação do amanhã, que a saúde está melhorando, o desemprego está diminuindo, pois “nunca na história desse país”... Mas espera! Em outro canal um indivíduo diz que roubou para comprar comida. Quem está mentindo?
Será que temos a capacidade de discernir o que é verdadeiro ou falso? Será que conseguimos nos desviar da metralhadora subliminar?
Em algum lugar da minha “pacata” cidade alguém diz: comprei a sandália que sempre sonhei. Uma criança de rua que vai passando, imagina: com o dinheiro que ela gastou eu poderia “viajar”. E a criminalidade está implícita. Inveja, ambição, intolerância...
Mas o que é isso? Não vivemos no Brasil do futuro? Talvez seja verdade, por que o passado já se foi. Afinal, não vejo mais na minha rua crianças jogando gude, não ouço mais minha querida Asa branca. Menino, saía da frente desse computador! Vá tomar banho! E lembre-se, hoje você tem consulta com o psicólogo. Tomo um susto, alguém bate no vidro do meu carro do ano, pedindo um trocado por ter limpado meu parabrisas. O semáforo abre e continuo a seguir, mas penso Quem me roubou de mim?
Não nos deixemos levar pelo rio, sem ao menos ir até a margem e admirar a beleza da vegetação à sua costa.


Texto do professor Clécio Abreu