segunda-feira, 2 de julho de 2012

SOUTH PARK E A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

South Park e a questão da inteligência artificial...




O episódio de South Park desse Sábado foi muito interessante. Só vi o fim mas acho que por algum motivo escuso o Cartman se disfarçou de Robô. Ele foi descoberto após peidar. Afinal, seria possível a criação de criaturas artificiais, cérebros de Silício, que peidem?
Lembrei das intermináveis discussões sobre a Inteligência Artificial nas aulas de filosofia da mente, no mestrado de Metafísica. A idéia parece ser a de que a consciência é uma função do cérebro, ou melhor, um modo de organização de determinadas funções cerebrais, de maneira que, se você reproduz a organização da função em outros meios, como por exemplo, numa rede de chips de Silício, poderia reproduzir a consciência.
Essa é a hipótese da tal metáfora Hardware / Software. O Hardware seria o cérebro e o Software a consciência. Os críticos afirmam que isso cria um dualismo mente/cérebro semelhante ao dualismo mente/corpo cartesiano.
Outra frente de combate a Inteligência Artificial é a idéia de que a consciência é uma função biológica (e não meramente organizacional) de determinados meios materiais formados apenas a base de CHON (Carbono, Hidrogênio, Oxigênio e Nitrogênio), ou seja, criaturas vivas de modo que, para se fazer um robô como o Cartman tentou imitar no episodio de South Park seria necessário produzir microchips a base de carbono e não de silício. Ou seja, criar um clone e não um andróide.
Agora apareceu mais um problema. Tem uma turma alegando que no caso humano as funções organizacionais de conexões entre neurônios interagem com o a estrutura material do cérebro, modificando a estrutura biológica do dito cujo.
Mas ainda tem o problema do peido.
Como imaginar que apenas a consciência define o homem? Também não somos animais que peidam? Não seria o pum um elemento também importante na constituição daquilo que chamamos Humano? Flatulo ergo sum.

Esta deve a próxima grande questão filosófica a ser respondida.
A próxima grande geração de criaturas artificiais necessitará flatular e não apenas vencer partidas de xadrez.

Tirinhas da Mafalda



   fonte: www.clubedamafalda,blogspot.com

quarta-feira, 13 de junho de 2012

O MIto da Caverna e o conhecimento que liberta...

O Mito da Caverna  é uma famosa alegoria filosófica que trata, em forma de diálogo, da dicotomia “realidade/aparência” – marcante na metafísica platônica. A metáfora criada pelo filósofo é parte constituinte do livro VI de “A República” (obra em que Platão nos leva a  refletir acerca dos princípios éticos, políticos, estéticos e jurídicos que seriam os pilares de  uma sociedade ideal). 
A dicotomia realidade/aparência – que também pode ser interpretada à luz de uma outra -senso comum/conhecimento filosófico -  vem sendo explorada, ao longo da história, por inúmeros autores, filósofos e estudiosos. Dentre as analogias mais modernas à alegoria de Platão, podemos citar o filme Matrix (Irmãos Wachowski, 1999) e as tirinhas de Maurício de Souza “As sombras da vida” (2002).


O senso comum é uma das formas de conhecimento primárias do ser humano. Através de nossas experiências e tradições,  buscamos elementos que expliquem a realidade. No entanto, é desejável que esta etapa seja superada, isto é, devemos buscar realizar a passagem gradativa do senso comum para um conhecimento mais racional, organizado e sistematizado, capaz de fornecer respostas cada vez mais elaboradas para os problemas cada vez mais complexos de nossa existência.
Quando nos acomodamos com as respostas prontas oferecidas pelo senso comum, alimentamos nossa ignorância e acabamos correndo o risco de sermos facilmente iludidos e de nos tornar vítimas daqueles que detêm o conhecimento e o utilizam como forma de submeter o outro. É o que acontece com as ideologias, que têm o poder de nos fazer aceitar mesmo falsas verdades que vão de encontro (contra) aos nossos próprios interesses.
·        Por outro lado, quando temos a coragem de “sair” da zona de conforto  representada pela caverna, com todas as suas sombras, isto é, com todas as percepções que fazemos da realidade, podemos nos sentir perplexos diante da constatação da nossa própria ignorância. Por isso, a busca pelo conhecimento é, antes de tudo, uma atitude corajosa, afinal, quantos já não foram julgados e condenados por aqueles que se negaram a sair de sua própria a caverna?
O desenvolvimento do pensamento crítico, proporcionado pela Filosofia, permite que adquiramos maior autonomia sobre as decisões e atitudes tão necessárias em nossa interação com o mundo em que vivemos. Torna-nos seres capazes de pensar por si próprios e não meros espectadores de um “programa de TV” que pode até ser bem produzido e cheio de efeitos especiais, mas que, no fundo, não passa de mera imitação da realidade, feita para iludir. 

domingo, 20 de maio de 2012

Quando, alguma vez, a liberdade irrompe numa alma humana , os deuses deixam de poder seja o que for contra esse homem.
Jean-Paul Sartre

sábado, 5 de maio de 2012

Chico Buarque, Mestre da Música Brasileira(MMB)







Ah, se já perdemos a noção da hora

Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir


Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios

Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir


Se nós, nas travessuras das noites eternas

Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir


Se entornaste a nossa sorte pelo chão

Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu


Como, se na desordem do armário embutido

Meu paletó enlaça o teu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu


Como, se nos amamos feito dois pagãos

Teus seios inda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair


Não, acho que estás só fazendo de conta

Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Poesia Erótica de Drummond

À meia-noite, pelo telefone
À meia-noite, pelo telefone,
conta-me que é fulva a mata do seu púbis.
Outras notícias
do corpo não quer dar, nem de seus gostos.
Fecha-se em copas:
"Se você não vem depressa até aqui
nem eu posso correr à sua casa,
que seria de mim até o amanhecer?"
Concordo, calo-me.

terça-feira, 20 de março de 2012

A televisão me deixou burro!!!


Em época que os Titãs eram críticos criativos da sociedade, "televisão" era tocada nas tv's para lhes dizer que a tv deixava as pessoas burras demais.  Para alertar que as "verdades televisivas" eram tão somente parte de um script político comercial, embalado e distribuído, massivamente, para todas as pessoas, para tornar tudo que era diferente em "coisas iguais".

Alguma coisa mudou?

A programação da televisão brasileira aos domingos, principalmente das maiores emissoras de tv aberta, é o ápice da divulgação de mensagens insossas, inócuas, pueris, vulgares e, disfarçadamente, manipuladoras.
Televisão
(Titãs)
A Televisão
Me deixou burro
Muito burro demais
Oi! Oi! Oi!
Agora todas coisas
Que eu penso
Me parecem iguais
Oi! Oi! Oi!...

O sorvete me deixou gripado
Pelo resto da vida
E agora toda noite
Quando deito
É boa noite, querida....

Oh! Cride, fala pra mãe
Que eu nunca li num livro
Que o espirro
Fosse um vírus sem cura
Vê se me entende
Pelo menas uma vez
Criatura!
Oh! Cride, fala pra mãe!...

A mãe diz pra eu fazer
Alguma coisa
Mas eu não faço nada
Oi! Oi! Oi!
A luz do sol me incomoda
Então deixa
A cortina fechada
Oi! Oi! Oi!

É que a televisão
Me deixou burra
Muito burra demais
E agora eu vivo
Dentro dessa jaula
Junto dos animais...

Oh! Cride, fala pra mãe
Que tudo que a antena captar
Meu coração captura
Vê se me entende
Pelo menos uma vez
Criatura!
Oh! Cride, fala pra mãe!...

A mãe diz pra eu fazer
Alguma coisa
Mas eu não faço nada
Oi! Oi! Oi!
A luz do sol me incomoda
Então deixo
A cortina fechada
Oi! Oi! Oi!...

É que a televisão
Me deixou burra
Muito burro demais
E agora eu vivo
Dentro dessa jaula
Junto dos animais...

E eu digo:
Oh! Cride, fala pra mãe
Que tudo que a antena captar
Meu coração captura
Vê se me entende
Pelo menos uma vez
Criatura!
Oh! Cride, fala pra mãe.

sábado, 5 de novembro de 2011

POESIAS DE ÁLVARES DE AZEVEDO, PERÍODO "MAL-DO-SÉCULO"

Seio de virgem (trecho)
FONTE: PRINCECRISTAL.BLOGSPOT 
0 que eu sonho noite e dia,
O que me dá poesia
E me torna a vida bela,
O que num brando roçar
Faz meu peito se agitar,
E o teu seio, donzela!

Oh! quem pintara o cetim
Desses limões de marfim,
Os leves cerúleos veios
Na brancura deslumbrante
E o tremido de teus seios?

Ouando os vejo, de paixão
Sinto pruridos na mão
De os apalpar e conter...
Sorriste do meu desejo?
Loucura! bastava um beijo
Para neles se morrer!

domingo, 30 de outubro de 2011

O homem autêntico

O que é solidão? 
"O filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976) afirma em 'Ser e Tempo' que estar só é a condição original de todo ser humano. Que cada um de nós é só no mundo. É como se o nascimento fosse uma espécie de lançamento da pessoa à sua própria sorte. Podemos nos conformar com isso ou não. Mas nos distinguimos uns dos outros pela maneira como lidamos com a solidão e com o sentimento de liberdade ou de abandono que dela decorre, dependendo do modo como interpretamos a origem de nossa existência. A partir daí podemos construir dois estilos de vida diferentes: o autêntico e o inautêntico."  
"O homem se torna autêntico quando aceita a solidão como o preço da sua própria liberdade. E se torna inautêntico quando interpreta a solidão como abandono, como uma espécie de desconsideração de Deus ou da vida em relação a ele. Desse modo não assume responsabilidade sobre as suas escolhas. Não aceita correr riscos para atingir seus objetivos, nem se sente responsável por sua existência, passando a buscar amparo e segurança nos outros. Com isso abre mão de sua própria existência, tornando-se um estranho para si mesmo, colocando-se a serviço dos outros e diluindo-se no impessoal. Permanece na vida sendo um coadjuvante em sua própria história. Você já pensou nisso?" 
"Sendo autêntico você assume a responsabilidade por todas as suas escolhas existenciais, aceita correr os riscos que forem necessários para atingir os seus objetivos, e passa a encontrar amparo e segurança em si mesmo. Com isso, apropria-se da existência, torna-se indivíduo, torna-se autônomo, torna-se dono da sua própria vida, dono da própria existência, torna-se senhor de si mesmo. Você se percebe sendo o senhor de si mesmo?"

domingo, 16 de outubro de 2011

SOUTH PARK

Criadores de South Park

South Park é o desenho mais badalado de todos os tempos. Com suas toneladas de piadas de humor negro, South Park já recebeu diversas e diversas críticas, porém por outro lado, os milhares de fãs aprovam o uso abusivo de piadas que satirizam a religiões, raças, atores, cantores, e tudo mais o que possa existir. Afinal, tudo não passa de uma piada, não é mesmo?
Mas quem são os criadores de South Park? Quem são as mentes que estão por trás de tanto sucesso de um desenho que mexeu com o mundo?
As pessoas por trás de South Park são: Trey Parker e Matt Stone.
Trey Parker (Randolph Severn “Trey” Parker III ) nasceu no dia 19 de outubro de 1969, no estado de Colorado nos Estados Unidos. Seu pai chama-se Randy Parker e sua mãe Sharon Parker, o que fez com que ele colocasse os nomes dos pais de Stan Marsh como Sharon e Randy. Ele é responsável por dublar algumas vozes de personagens do desenho south park como: Stan Marsh, Eric Cartman, Timmy, Mr. Hanley entre outros.
O outro criador de south park é Matt Stone (Matthew “Matt” Richard Stone) nascido em Houston – Texas nos Estados Unidos no dia 26 de maio de 1971. Ele é responsável por vozes como: Kenny, Kyle, Butters, Jesues entre outros.
 
 Como voces podem ver, os dois criadores são responsáveis por diversas vozes dos personagens de south park. Segue abaixo uma imagem de ambos os criadores de South Park.