terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Amizade -- Texto de Elis Souza



 AMIZADE

    A amizade é um tema que no mínimo é importante, é algo que todo mundo deseja ter, mas, simplesmente não tem ou não possui o verdadeiro talento para construi-la.
    A construção de uma sensação fascinante que não sabemos decifrar, apenas vivenciar cada momento importante nas nossas vidas. Pois, é posta a prova a todo instante, é medida, avaliada, pesada e até mesmo comparada para que o seu resultado seja o mais puro e sincero possível.
    Quando um amigo (a) pergunta ao outro: Você é sincero (a) comigo? O outro sem titubear responde: CLARO!!! Na nossa amizade não tem espaço para falsidades! Então, O sentimento de incerteza e medo que pairava no ar logo se dissipa, e a “harmonia” volta a reinar. - Mas, uma dúvida ainda persiste em minha mente – Permanecer calado (a) diante de um acontecimento que foi vivenciado pelos dois, mas que apenas um foi mais beneficiado ou continuar calado (a), porque não pode ou não deve expressar sua opinião que é contrária e você quer “mandar ver”,  falar toda a sua opinião formada a partir de todas essas confissões feitas em meio a uma situação pré – estabelecida, como “modelo” em que você o possui e sempre o utiliza nas mesmas ocasiões.
    Então, retornando a dúvida. UFA!! “Será que tal comportamento é o mais sincero gesto de fidelidade e companheirismo a esse sentimento :AMIZADE. Ou é apenas mais um artifício da “natureza e sabedoria” humana de que “e eu sou besta de me meter, ele (a), que sabe de sua vida”? .
   Portanto, amigos (as) do mundo, vocês sabem o que vão pensar depois que lerem isso! Afinal, a vida é de vocês!.
                                                                                                       Elis  Souza


fonte: noauge4ponto0.blogspot.com







quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Poesia de Gregório de Matos( Barroco)



 "Nasce o sol e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em constínuas tristezas a alegria.
Porém, se acaba o Sol, por que nascia?
Se é tão formosa a luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?
Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância." 

                                                         Gregório de Matos

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Pensamentos do filósofo Nietzsche


"Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal."

"O verdadeiro homem quer duas coisas: perigo e jogo. Por isso quer a mulher: o jogo mais perigoso."

"Sem a música, a vida seria um erro."

"A vida mais doce é não pensar em nada."

"Quando adestramos a nossa consciência, ela beija-nos ao mesmo tempo que nos morde."
                                                                 Nietzche(filósofo alemão)

Tudo que é sólido pode derreter


Tudo que é sólido pode derreter
Coisas sólidas
Coisas líquidas
Amargas e mal vendidas
Tudo passa
Tudo cria
A natureza ajuda
E o ser humano complica
O status se solidifica
As relações se solidificam
A vida se solidifica
Nossos prazeres
Nossos dinheiros
E também nossos vícios
Com o tempo és fato
Ver que o mundo gira
E as ruínas aparecem
Seu mundo se encontra
Num paradeiro fúnebre
Onde tudo que é sólido
Que foi sólido e que vai ser sólido
Pode derreter
fonte:www.proibidoler.com.br

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Alberto Caeiro ( Heterônimo de Fernando Pessoa)


Há metafísica bastante em não pensar em nada.

O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso

Que ideia tenho eu das cousas?
Que opinião tenho sobre Deus e a alma
E sobre a criação do mundo?
Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar. É correr as cortinas
Da minha janela (mas ela não tem cortinas).

O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
E a pensar muitas cousas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.

Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?

"Constituição íntima das cousas"...
"Sentido íntimo do universo"...
tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
É incrível que se possa pensar em cousas dessas.
É como pensar em razões e fins
Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores
Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.

Pensar no sentido íntimo das cousas
É acrescentado, é como pensar na saúde
Ou levar um copo à água das fontes.

O único sentido íntimo das cousas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.

                                                                           Alberto  Caeiro

domingo, 30 de janeiro de 2011

Relatos cotidianos por Allan

Bazuca Giratória – continuação

Bom, voltei e agora mais ácido.Estou pensando ,caros prováveis leitores, na quantidade de sociopatas que existem por aí.Esta denominação é típica da psiquiatria e é uma forma de ser anti-social ou possuir um comportamento indiferente em relação à sociedade(mais ou menos isso porque este texto não é um tratado).Os sociopatas agem num mecanismo de defesa diante da falta de sentido das organizações sociais, políticas e mentais mesmo.Aliás , nossa era testemunha uma falta de senso até mesmo nos ditos sensatos(e são muitos que se acham sensatos, principalmente os radicais). Pois se o mundo realmente não possui senso, melhor será viver a “loucura “que cabe a cada um e que lhe convém.
A zorra ,que faz você desenvolver uma certa aversão ao social, começa na infância com as mentiras (e são cabeludas!)que são contadas pelos adultos para seus filhotes .E, em seguida ,vem a juventude cheia de espinhas, masturbações e pouca auto-estima. Detonam( a pátria, a escola, os pais,a igreja, serviço militar) o indivíduo para que o mesmo siga o “status quo” .Sacanagem essa história de já saber o que se vai fazer e ser o resto da vida.Ninguém sabe coisa nenhuma de nada. Os psicólogos,em sua maioria, não conseguem nem resolver suas próprias paranóias( se é que esse negócio existe). Bem , o fato é que o ser precisa (será?)se adaptar e assim vai engolindo sapos até onde é possível .Lembro-me de um filme ,“ Um dia de Fúria” , a interpretação brilhante de Michael Douglas no papel de um pai impossibilitado de ver a filha por causa da intransigência das leis norte-americanas e da ex-mulher.A partir deste drama pessoal, ele volta-se contra a sociedade dinamitando as estruturas opressoras num típico comportamento sociopata. Bom , no filme ele chega a um certo grau de psicopatia. Outro filme que ilustra o que eu quero transmitir é o “ Beleza Americana”, que é uma poderosa crítica ao “modus vivendi” daquele povo que arrota coca e sanduíche Mc Donalds(faz bem ao paladar, mas não ao estômago).
Inté dispois com as coisas da modernagem(ehehehhe). Fui...

sábado, 29 de janeiro de 2011

Bazuca Giratória por Allan Pimentel


                                                      Bazuca Giratória (alguns relatos...)


Este texto não pretende agradar ninguém. Nenhuma pessoa é obrigada a lê-lo. Podem criticá-lo à vontade.Ele é produto da minha livre e espontânea liberdade de expressão.
Estou aqui nesta manhã veranesca em frente ao computador mastigando comida americana(coca e sanduíche) e pensando no que minhas afadigadas retinas captam nos últimos tempos. Faz algum tempo que não escrevo alguma coisa que me faça vomitar o espanto do mundo e das pessoas e de mim mesmo. Pois vamos cá...
Nas minhas aulas de redação em cursinhos, quando comentava ou fomentava um tema e ia desenvolvê-lo com a ‘patota ‘percebia que, a cada aula e ano ou até mesmo mês,  os alunos estavam empobrecidos de potencial crítico da realidade em que viviam.Isso não era uma classe ginasial ou colegial, mas homens e mulheres de 20, 30 e até 40 anos alienados do processo de reflexão. Então a aula de redação , em vez de ser dialética(haver diálogo,debate) virava um monólogo.Era um exercício para eles que acabava sendo um treino intelectual para mim. No primeiro instante , achei que o problema era comigo, mas ,depois de outros contatos e de algum tempo, vi que o problema não estava em um ser ou seres(no caso os alunos) , mas sim no  estrago institucionalizado da nossa educação. Propõem-se reformas embora isso não resolva.É preciso criar um novo “modus operandi” no processo de ensino-aprendizagem e ,para tanto, urge destruir os velhos esquemas(em outro relato detalho isso) da educação a golpes de martelo.Não estou querendo ser radical: o modelo educacional brasileiro nunca existiu. Somos cópias aberrantes do francesismo cultural e, no contemporâneo, da capitalização escrota do ensino. Uma possibilidade plausível seria uma um foco educacional e cultural mais humanístico.
Bom , girando um pouco ,é salutar fechar o “zoom” para se observar o quanto a tevê brasileira torra (para não falar f...)em vários momentos o juízo do  cidadão e do sub-cidadão também.Um exemplo contundente é a programação de domingo da maioria dos canais abertos. É simplesmente grotesco, assistir a certos programas televisivos. Quando estou entediado, resolvo assistir e analisar alguns.Só faço confirmar meu espanto e coloco meu tédio num nível do insuportável.Assim chego a compreender(um pouco)  os pseudoevangélicos enfurnados em suas igrejas e até mesmo os alcoólatras ,nos fétidos botequins das cidades ,no tenebroso  domingo de um lugar provinciano.Alienação por alienação, eles preferem, em sua maior parte, a bíblia mau interpretada e a droga legalizada.Recordo-me de um episódio do sitcom Os Simpsons,onde num dado instante a mídia anuncia que é chegado o fim do mundo. Nisso quem está no bar do Moe(personagem que parece o Serra) se manda para igreja e vice-versa.Tal fato é sintomático e se revela como a doença social que nos assola  na nossa’ modernagem’(como diria Xangai em sua canção moderna ahahahahha).Continuo depois....
   

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Ai de ti,Copacabana!

Ai de ti, Copacabana!
Rubem Braga



1. AI DE TI, Copacabana, porque eu já fiz o sinal bem claro de que é chegada a véspera de teu dia, e tu não viste; porém minha voz te abalará até as entranhas.

2. Ai de ti, Copacabana, porque a ti chamaram Princesa do Mar, e cingiram tua fronte com uma coroa de mentiras; e deste risadas ébrias e vãs no seio da noite.

3. Já movi o mar de uma parte e de outra parte, e suas ondas tomaram o Leme e o Arpoador, e tu não viste este sinal; estás perdida e cega no meio de tuas iniqüidades e de tua malícia.

4. Sem Leme, quem te governará? Foste iníqua perante o oceano, e o oceano mandará sobre ti a multidão de suas ondas.

6. Grandes são teus edifícios de cimento, e eles se postam diante do mar qual alta muralha desafiando o mar; mas eles se abaterão.

6. E os escuros peixes nadarão nas tuas ruas e a vasa fétida das marés cobrirá tua face; e o setentrião lançará as ondas sobre ti num referver de espumas qual um bando de carneiros em pânico, até morder a aba de teus morros; e todas as muralhas ruirão.

7. E os polvos habitarão os teus porões e as negras jamantas as tuas lojas de decorações; e os meros se entocarão em tuas galerias, desde Menescal até Alaska.

8. Então quem especulará sobre o metro quadrado de teu terreno? Pois na verdade não haverá terreno algum.

9. Ai daqueles que dormem em leitos de pau-marfim nas câmaras refrigeradas, e desprezam o vento e o ar do Senhor, e não obedecem à lei do verão.

10. Ai daqueles que passam em seus cadilaques buzinando alto, pois não terão tanta pressa quando virem pela frente a hora da provação.

11. Tuas donzelas se estendem na areia e passam no corpo óleos odoríferos para tostar a tez, e teus mancebos fazem das lambretas instrumentos de concupiscência.

12. Uivai, mancebos, e clamai, mocinhas, e rebolai-vos na cinza, porque já se cumpriram vossos dias, e eu vos quebrantarei.}

13. Ai de ti, Copacabana, porque os badejos e as garoupas estarão nos poços de teus elevadores, e os meninos do morro, quando for chegado o tempo das tainhas, jogarão tarrafas no Canal do Cantagalo; ou lançarão suas linhas dos altos do Babilônia.

14. E os pequenos peixes que habitam os aquários de vidro serão libertados para todo o número de suas gerações.

15. Por que rezais em vossos templos, fariseus de Copacabana, e levais flores para Iemanjá no meio da noite? Acaso eu não conheço a multidão de vossos pecados?

16. Antes de te perder eu agravarei s tua demência — ai de ti, Copacabana! Os gentios de teus morros descerão uivando sobre ti, e os canhões de teu próprio Forte se voltarão contra teu corpo, e troarão; mas a água salgada levará milênios para lavar os teus pecados de um só verão.

17. E tu, Oscar, filho de Ornstein, ouve a minha ordem: reserva para Iemanjá os mais espaçosos aposentos de teu palácio, porque ali, entre algas, ela habitará.

18. E no Petit Club os siris comerão cabeças de homens fritas na casca; e Sacha, o homem-rã, tocará piano submarino para fantasmas de mulheres silenciosas e verdes, cujos nomes passaram muitos anos nas colunas dos cronistas, no tempo em que havia colunas e havia cronistas.

19. Pois grande foi a tua vaidade, Copacabana, e fundas foram as tuas mazelas; já se incendiou o Vogue, e não viste o sinal, e já mandei tragar as areias do Leme e ainda não vês o sinal. Pois o fogo e a água te consumirão.

20. A rapina de teus mercadores e a libação de teus perdidos; e a ostentação da hetaira do Posto Cinco, em cujos diamantes se coagularam as lágrimas de mil meninas miseráveis — tudo passará.

21. Assim qual escuro alfanje a nadadeira dos imensos cações passará ao lado de tuas antenas de televisão; porém muitos peixes morrerão por se banharem no uísque falsificado de teus bares.

22. Pinta-te qual mulher pública e coloca todas as tuas jóias, e aviva o verniz de tuas unhas e canta a tua última canção pecaminosa, pois em verdade é tarde para a prece; e que estremeça o teu corpo fino e cheio de máculas, desde o Edifício Olinda até a sede dos Marimbás porque eis que sobre ele vai a minha fúria, e o destruirá. Canta a tua última canção, Copacabana!
Rio, janeiro, 1958

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Mafalda









fonte:clubedamafalda.blogspot.com