quinta-feira, 8 de abril de 2010

Origem da Língua Portuguesa Post: Allan

História da Língua Portuguesa

O SURGIMENTO

O surgimento da Língua Portuguesa está profunda e inseparavelmente ligado ao processo de constituição da Nação Portuguesa.
Na região central da atual Itália, o Lácio, vivia um povo que falava latim. Nessa região, posteriormente foi fundada a cidade de Roma. Esse povo foi crescendo e anexando novas terras a seu domínio. Os romanos chegaram a possuir um grande império, o Império Romano. A cada conquista, impunham aos vencidos seus hábitos, suas instituições, os padrões de vida e a língua.
Existiam duas modalidades do latim: o latim vulgar (sermo vulgaris, rusticus, plebeius) e o latim clássico ( sermo litterarius, eruditus, urbanus). O latim vulgar era somente falado. Era a língua do cotidiano usada pelo povo analfabeto da região central da atual Itália e das províncias: soldados, marinheiros, artífices, agricultores, barbeiros, escravos, etc. Era a língua coloquial, viva, sujeita a alterações freqüentes. Apresentava diversas variações. O latim clássico era a língua falada e escrita, apurada, artificial, rígida, era o instrumento literário usado pelos grandes poetas, prosadores, filósofos, retóricos... A modalidade do latim imposta aos povos vencidos era a vulgar. Os povos vencidos eram diversos e falavam línguas diferenciadas, por isso em cada região o latim vulgar sofreu alterações distintas o que resultou no surgimento dos diferentes romanços e posteriormente nas diferentes línguas neolatinas.
No século III a.C., os romanos invadiram a região da península ibérica, iniciou-se assim o longo processo de romanização da península. A dominação não era apenas territorial, mas também cultural. No decorrer dos séculos, os romanos abriram estradas ligando a colônia à metrópole, fundaram escolas, organizaram o comércio, levaram o cristianismo aos nativos. . . A ligação com a metrópole sustentava a unidade da língua evitando a expansão das tendências dialetais. Ao latim foram anexadas palavras e expressões das línguas dos nativos.
No século V da era cristã, a península sofreu invasão de povos bárbaros germânicos ( vândalos, suevos e visigodos). Como possuíam cultura pouco desenvolvida, os novos conquistadores aceitaram a cultura e língua peninsular. Influenciaram a língua local acrescentando a ela novos vocábulos e favorecendo sua dialetação já que cada povo bárbaro falava o latim de uma forma diferente.
Com a queda do Império Romano, as escolas foram fechadas e a nobreza desbancada, não havia mais os elementos unificadores da língua. O latim ficou livre para modificar-se.
As invasões não pararam por aí, no século VIII a península foi tomada pelos árabes. O domínio mouro foi mais intenso no sul da península. Formou-se então a cultura moçárabe, que serviu por longo tempo de intermediária entre o mundo cristão e o mundo muçulmano. Apesar de possuírem uma cultura muito desenvolvida, esta era muito diferente da cultura local o que gerou resistência por parte do povo. Sua religião, língua e hábitos eram completamente diferentes. O árabe foi falado ao mesmo tempo que o latim (romanço). As influências lingüísticas árabes se limitam ao léxico no qual os empréstimos são geralmente reconhecíveis pela sílaba inicial al- correspondente ao artigo árabe: alface, álcool, Alcorão, álgebra, alfândega... Outros: bairro, berinjela, café, califa, garrafa, quintal, xarope...
Embora bárbaros e árabes tenham permanecido muito tempo na península, a influência que exerceram na língua foi pequena, ficou restrita ao léxico, pois o processo de romanização foi muito intenso.
Os cristãos, principalmente do norte, nunca aceitaram o domínio muçulmano. Organizaram um movimento de expulsão dos árabes (a Reconquista). A guerra travada foi chamada de "santa" ou "cruzada". Isso ocorreu por volta do século XI. No século XV os árabes estavam completamente expulsos da península.
Durante a Guerra Santa, vários nobres lutaram para ajudar D. Afonso VI, rei de Leão e Castela. Um deles, D. Henrique, conde de Borgonha, destacou-se pelos serviços prestados à coroa e por recompensa recebeu a mão de D. Tareja, filha do rei. Como dote recebeu o Condado Portucalense. Continuou lutando contra os árabes e anexando novos territórios ao seu condado que foii tomando o contorno do que hoje é Portugal.
D. Afonso Henriques, filho do casal, funda a Nação Portuguesa que fica independente em 1143. A língua falada nessa parte ocidental da Península era o galego-português que com o tempo foi diferenciando-se: no sul, português, e no norte, galego, que foi sofrendo mais influência do castelhano pelo qual foi anexado. Em 1290, o rei D. Diniz funda a Escola de Direitos Gerais e obriga em decreto o uso oficial da Língua Portuguesa.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O sentido da vida- pensamentos post: Allan

Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito.
Machado de Assis

A vida é muito importante para ser levada a sério.
Oscar Wilde

Esta é a verdade: a vida começa quando a gente compreende que ela não dura muito.
Millôr Fernandes

Caetano - Podres Poderes


"Enquanto os homens exercem
Seus podres poderes
Índios e padres e bichas
Negros e mulheres
E adolescentes
Fazem o carnaval..."
                                      Caetano Veloso

Faroeste cabloco do Legião( momento saudosista) post: Allan

 

 

sábado, 27 de março de 2010

Algumas palavras sábias... post: Allan


O rato e os livros
Quando eu estava internado na Casa de Saúde Dr. Eiras comecei a ter crises de pânico. Um dia, resolvi consultar o psiquiatra encarregado do meu caso:“Doutor, o medo me domina, me tira a alegria viver”.“Aqui no meu consultório tem um ratinho que come meus livros”, disse o médico. “Se eu ficar desesperado com este ratinho, ele se esconderá de mim, e não farei outra coisa na vida a não ser caçá-lo. Portanto, eu coloco os livros mais importantes num lugar seguro, e deixo que ele roa alguns outros”.“Desta maneira, ele continua um ratinho, e não se torna um monstro.Tenha medo de algumas coisas, e concentre todo o seu medo nelas – para que tenha coragem no resto”.


Destruindo e reconstruindo
Sou convidado a ir a Guncan-Gima, onde existe um templo zen-budista.Quando chego lá, fico surpreso: a belíssima estrutura está situada no meio de uma imensa floresta, mas com um gigantesco terreno baldio ao lado.Pergunto a razão daquele terreno, e o encarregado explica:É o local da próxima construção. A cada 20 anos, destruímos este templo que você está vendo, e o reconstruímos ao lado”.“Desta maneira, os monges carpinteiros, pedreiros e arquitetos, têm possibilidade de estar sempre exercendo suas habilidades, e ensiná-las – na prática aos seus aprendizes. Mostramos também que nada na vida é eterno – e até mesmo os templos estão num processo de constante aperfeiçoamento”


O guerreiro da luz
Os guerreiros da luz mantêm o brilho nos olhos. Estão no mundo que Deus lhes entregou, fazem parte da vida de outras pessoas, e começaram suas jornadas sem alforje e sem sandálias.Muitas vezes são covardes. Nem sempre agem certo.Os guerreiros da luz sofrem por coisas inúteis, tem atitudes mesquinhas, e às vezes se julgam incapazes de crescer.Frequentemente acreditam ser indignos de qualquer benção ou milagre.Os guerreiros da luz nem sempre têm certeza do que estão fazendo aqui. Muitas vezes passam noites em claro, achando que suas vidas não têm sentido.Por isso são guerreiros da luz. Porque erram. Porque se perguntam. Porque procuram uma razão – e com certeza vão encontrá-la.


Fonte: Globo notícias/ Paulo Coelho



segunda-feira, 22 de março de 2010

ato de escrever - parte 3 Allan Pimentel


O ato de escrever – parte 3                                             Allan Pimentel


“Escrever é brincar de Deus”, disse  uma vez o escritor Álvaro Cardoso Gomes. Se existe um comprometimento  grande na expressão falada imagina na escrita. Quem escreve profissionalmente sabe disso.O cuidado com as palavras que serão impressas é crucial e já gerou até perseguições , processos e morte.Colocar algumas frases e determinadas expressões que questionem um governo ou um status quo  já levou vários ao exílio e à tortura.
Contudo, os tempos são outros e por hora não se vê mais a beleza, a estética dos escritores de outrora. Muita gente escreve , mas a qualidade do que se escreve é deplorável.A partir do momento que auto-ajuda virou “literatura” a tendência do mercado é piorar.A orgia áudio-visual do momento presente, representada pela internet e, especialmente,pela tevê, vem causando uma onda de publicações superficiais e sem o estilo de antes. Isto se deve muito pelo fato de o objeto “livro” ter se tornado mais interessante do que as idéias nele contidas.Assim, esquece-se o foco e passa-se a ovacionar os detalhes, acabamento, tipo de loja em que é vendido, coisas banais deste gênero.
 Apesar de ainda existirem pessoas  escrevendo  algo que realmente importa, alguns não adquirem visibilidade porque editam seu livros numa editora pequena e não conseguem atingir um bom público ou até seu público-alvo.A ditadura das editoras ,ou seja, o canibalismo de dar preferência ao que vende mais independentemente do valor cultural do livro, somada ao nível do leitor brasileiro ;torna qualquer tentativa de escrever profissionalmente um ato hercúleo.
Enfim, quem quer ser escritor reconhecido é só colocar bobagens, futilidades no papel cheio de lugares-comum  e ,destarte ,vai” prosperar” no universo literário.



segunda-feira, 15 de março de 2010

"A vida mais doce é não pensar em nada."
Friedrich Nietzsche


 
"Quem luta com monstros deve velar porque, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti."
Friedrich Nietzsche

 Fonte:   http://www.pensador.info/nietzsche_frases/2/